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| 27/08/2006 |
Big Time Sarah
Big Time Sarah. Esse é o nome da cantora de blues de Chicago que salvou os shows do sesc de ontem. Uma senhora negra de uns mais de 60 anos, mais de 120 quilos e uma voz estremecedora a lá Aretha Franklin. O ápice do show, pra mim, of course, foi quando puxou para o palco uma criança da platéia e apenas no vocal, sem a banda, cantarolou uma das versões mais belas de Summertime que já ouvi. Que Janis Joplin que nada, é esse timbre de blues gospel que arrepia a espinha dorsal. I had a very Big Time, Sarah!
Escrito por flávia lilith às 14h43
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| 25/08/2006 |
Tonight
Hoje a noite promete: show de blues no sesc com três grandes bandas e o grupo curitibano Faichecleres no Audiogalaxy! Ontem presenciei uma pequena demosntração do Faichecleres, que tocaram acústico em outro bar, mas não valeu, Roberto Carlos se tivesse morto teria se revirado no caixão já que a sessão foi dedicada a ele (afffff). Mas nem tudo estava perdido! A noite foi salva por uma jam session de jazz maravilhosa. Até me coçou a vontade de voltar a tocar saxofone. Quem sabe?
música: Metida demais - Faichecleres
Escrito por flávia lilith às 17h04
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| 21/08/2006 |
god
Voltei a pouco de um velório. Não gosto de velórios, ninguém gosta, mas esse foi especialmente mórbido demais pois era de um bebê de 39 dias. Deus do céu, nunca vi nada igual na vida e nem quero rever. Mas uma coisa me impressionou mais ainda: os pais da criança estavam completamente reconfortados e serenos. Essa é a diferença entre quem crê em Deus e quem não crê. Ainda bem que já fiz minha escolha.
Escrito por flávia lilith às 11h52
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| 20/08/2006 |
diálogo matutino
Diálogo com meu avô essa manhã
vô (me vendo de pijama ao abrir a porta ao meio-dia): Ainda de pijama, meu "fio"?
eu: é, vô. hoje é domingo, né?
vô: isso mesmo, hoje é domingo, tem que dormir mais mesmo.
eu: e amanhã é segunda . e não muda nada porquê pra mim é domingo de novo.
nós: hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha.
Escrito por flávia lilith às 16h06
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coisa de cinema ou de louco
Essa coisa toda de PCC tá enchendo o saco já. Hoje mesmo, enquanto assitia ao filme do post abaixo, um helicóptero da polícia ficou sobrevoando a casa até que parou um tempo, quase sobre nosso telhado e ficou a caçar algo sob a mira de uma arma. Cinematográfico. Quase peguei a câmera para filmar. Claro que jamais faria um filme de ação mas poderia usar pelo menos o ruído do helicóptero que por si só já faz um estrago absurdo. CAda coisa...
Escrito por flávia lilith às 15h50
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20, 30, 40. Sylvia Chang. Hong Kong, Taiwan , Japão.2004.

Mulheres. Filme feito por e para elas. Uma mistura perfeita de Fale com ela e Magnólia em versão oriental. Três mulheres, três histórias, mas no fim o tema é apenas um:a vida. Independente da ótica ser feminina os problemas abordados se abatem sobre todos, de formas diferentes mas sempre embargados por tristeza, dor e humor. O ser humano é um só. Homens, mulheres, 20, 30 ou 40 anos, não importa. O que trasforma mesmo é o modo como se escolhe viver a vida.
Escrito por flávia lilith às 15h40
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| 16/08/2006 |
sábias palavras
"A tua boca me dá
água na boca
que vontade de grudar
uma na outra
e sugar bem devagar
gota por gota
beija flor beijando a flor
com borboleta
A tua boca me dá
água na boca
que vontade de rasgar
a nossa roupa
vamos pra qualquer lugar
pra aquela gruta
pra qualquer quarto de hotel
pra aquela moita
A tua boca me dá
água na boca
que vontade de gritar
é uma bomba
acho que vai rebentar
desgraça pouca
eu vou me matar
na tua boca
eu vou te matar
na minha boca..."
"Quanto mais conheço o homem
mais eu gosto do meu cão".
Sábias palavras de Itamar Assumpção. Todas.
Escrito por flávia lilith às 18h52
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| 13/08/2006 |
Cássio Vasconcellos
Estádio Pacaembu
Praça da Sé
Paisagens Marinhas
Vidal Negreiro
Cássio Vasconcellos, paulistano, fotógrafo urbano. Fotógrafo e não desenhista, por incrível que pareça. A quem interessar: www.cassiovasconcellos.com.br
Escrito por flávia lilith às 16h49
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| 10/08/2006 |
Balada Forte
Ontem esperava ter uma noite legal, tinha show dos Replicantes no sesc, banda do Wander Wildner. Comprei ingresso para mim e alguns amigos e estava tudo arrumado, só esperando a noite chegar. Lá pelas 19 horas comecei a passar mal, enjôo, calafrio, dor de cabeça. Resumindo: minha balada terminou no hospital, tomando litros de remédio na veia intercalado de vômitos intermináveis. Volto pra casa grogue de Dramin achando que tudo ia melhorar,mas que nada, fiquei até às 6 da manhã botando tudo pra fora de meia em meia hora! Impressionante. Fazia muito tempo que não tinha uma noite dessas. Cada um tem o tipo de balada que quer, né? Não é à toa que esse blog tem no nome hipocondria...
Escrito por flávia lilith às 11h00
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| 08/08/2006 |
Sentimento do dia (e da noite).


Só E. Hopper pode traduzir.
música: no surprises - radiohead
Escrito por flávia lilith às 22h54
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| 07/08/2006 |
Nam June Paik
Nam June Paik, videoart-maker nascido em 1932, Seul, Coréia do Sul. Estudou História da Arte em Tóquio e depois História da Música em Munique. Participou diretamente do grupo Fluxus, a anti-arte nos anos 60. É considerado o "pai-avô" da vídeoarte. Amigo pessoal de John Cage. Sua vídeoarte ultrapassa o entendimento de qualquer arte ou música. Paik foi o primeiro a usar transmissão via satélite para fins artísticos. Logo a tv foi uma de suas principais fontes de (ins)piração artística. Trabalhou com Yoko Ono (rs), David Bowie e a violoncelista Charlotte Moorman, protagonista de um de seus vídeos mais célebres, A tribute to John Cage. Morreu em janeiro deste ano.

Nam June Paik. Ele mesmo era sua obra de arte.
John Lennon&Yoko Ono, Paik e desconhecido.
Paik e Charlotte Moorman: tv bra e o violoncelo.
1003 monitores. Fantástico.
música: john cage.
Escrito por flávia lilith às 00h21
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| 05/08/2006 |
A arte e a vida
Aviso e participo que o curta-metragem Encruzilhada (cartaz em post abaixo) do Nick ganhou o primeiro lugar no Festival de Cinema de Brodówiski. Parabéns, Sr. Farewell. Este é só o primeiro de muitos. O próximo passo será o 1 milhão de livros vendidos. E por aí vai. Isso que é ter talento pra vida.
Escrito por flávia lilith às 12h05
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| 04/08/2006 |
desertos
Estava olhando há pouco umas fotos de Denver que minha irmã mandou. Que lugar fantástico. Sempre quis conhecer um deserto, o deserto, lugar cinematográfico, bíblico, histórico, geológico. Acho que hoje mesmo gostaria de ir pra um deserto qualquer. Ficaria lá, à parte do mundo, apenas eu e o deserto.Sozinha. Ou não. No deserto nunca se está sozinho.Jesus ficou 40 dias (se não me engano) e teve uma companhia um tanto quanto duvidosa. O Pequeno Príncipe tempo indeterminado mas fez amizades interessantes, se contarmos com a serpente. Será que o tempo é o mesmo no deserto? Tenho a a impressão que não. Quanto tempo eu aguentaria no deserto? E você?

Denver. Mas poderia ser qualquer deserto.
Música para deserto: Free. Jack Johnson & Donavon Frankenheiter
Escrito por flávia lilith às 11h27
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| 02/08/2006 |
Encruzilhada

Encruzilhada, filme de Nick Farewell. Poster by Felipe Pavani.
"Quando você perde a esperança que caminho você escolhe?"
Escrito por flávia lilith às 21h32
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SID & NANCY
Sid & Nancy, O amor mata. Alex Cox, 1996.
Biografia um tanto quanto mal feita sobre a vida amorosa de Sid Vicius, baixista da banda punk britânica Sex Pistols e sua namorada Nancy, uma groupie junkie. O melhor do filme está na atuação de Gary Oldman no papel de Sid. Quanto à atriz que interpreta Nancy , achei que havia algo errado, não era possível alguém tão feia assim, realmente a moça ganharia o Oscar se ouvesse premiação na categoria "Cão chupando manga". Recorrendo à fotos verídicas do casal descobri que de fato, não só a atriz mas a própria Nancy era a rainha do freakshow. Bom, o filme não é grande coisa pois o final descompassa totalmente do resto da trama. Final piegas num filme punk? Pois é, os punks também amam e o amor mata. Assim como heroína.

O casal junkie e o poster do filme. Podem comparar as mulheres. Quem venceria o concurso de beleza?
Escrito por flávia lilith às 17h22
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